CASO ZAIRA CRUZ: PM ACUSADO DE ESTUPRAR E MATAR UNIVERSITÁRIA VAI A JURÍ POPULAR EM NATAL, À PORTAS FECHADAS
Foto/Reprodução (Redes sociais)
O Júri Popular do policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, que é acusado de estuprar e matar, no carnaval de 2019, em Caicó (RN), a currais-novense Zaira Silveira da Cruz, será à portas fechadas. Nem a imprensa poderá ter acesso.
Um dos fatos que motivam o impedimento do acesso de pessoas ao tribunal do júri neste caso, é que existem fotos e vídeos da perícia no corpo despido de Zayra Cruz, que serão mostrados, o que vai gerar constrangimento aos familiares e desrespeito a memória da vítima.
Por isso, apenas algumas pessoas indicadas pela defesa do réu e pela acusação, poderão assistir ao julgamento.
A data do julgamento ainda não foi informada pela TJRN.
O caso
Zaira Cruz, de 22 anos, foi morta no dia 2 de março de 2019, no sábado de carnaval, no município de Caicó. Ela foi encontrada sem vida dentro do carro do policial militar Pedro Inácio Araújo, que estava trancado. Foi preciso que os bombeiros abrissem o veículo.
Segundo as investigações, o PM, a vítima e mais um grupo de amigos haviam alugado uma casa para passar o carnaval em Caicó. De acordo com a Polícia Civil, foi o próprio policial que chamou a polícia. Ele disse que teve relações sexuais com Zaira e, em seguida, a deixou dormindo no carro.
No dia 15 de março, o policial militar foi preso suspeito dos crimes de estupro e homicídio. Ele foi detido no município de Currais Novos, onde morava e cidade natal também de Zaira.
Em 26 de março, a Polícia Civil encerrou o inquérito e concluiu que Zaira foi vítima de estupro e feminicídio.
Natural de Currais Novos, Zaira morava em Mossoró, onde cursava Engenharia Química da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).
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